domingo, 30 de setembro de 2012

VALE A PENA



   Como é chegar ao final do dia e agradecer a Deus pelo cansaço? Você já fez isso?
   Pois é, ARTISTAS fazem isso todos os dias, principalmente em dia de ESPETÁCULOS feitos, e o dia finalizado com uma curta apresentação, mas EMPOLGANTE de forma inacreditável (né, ARDC).
   Os artistas agradecem todos os dias por chegarem à casa todas as noites (ou madrugadas) cansadas, exaustos, com dores... Mas agradecem. Agradecem porque fazem o que gostam, o que amam, o que alimenta suas almas.
   Não é fácil a vida de artista, mas a vontade, a satisfação e a alegria que traz a ARTE são inexplicavelmente revigorantes  diante das dificuldades.
   Como disse na outra postagem, Superar limites é preciso pra quem quer realmente VIVER, pra quem quer realmente chegar ao final do seu dia sorrir dizendo que valeu a pena suas últimas 24horas.
   Supere cada limite, cada dificuldade. 
   Cada desafio que apareça na sua frente, encare, continue e no final de tudo, agradeça por ele ter aparecido.
    Deus proporciona na sua vida o que você precisa. Agradeça pelo cansaço e fadiga que sentir ao final do dia, se eles forem fruto do que você tanto ama fazer. 
                                   NÓS AMAMOS DANÇAR. 


sexta-feira, 21 de setembro de 2012



Devemos superar nossas dificuldades em qualquer situação de nossa vida. Este vídeoé baseado em  uma história real de Superação de um homem chamado Joseph Climber. Foi feito de forma engraçada, mas aprendemos coisas bem sérias e importantes.

Fábula da Águia e da Galinha

         “Como todo entardecer a senhora estava tirando o leite das duas vacas. Quando terminou ainda quis dar um pouco de aipim para as vacas e por isso, colocou um balde ao lado do outro. Nisso, alguém bate palmas na frente da casa. "Quem será a essas horas?", pensou a senhora. Já estava quase escuro. Quando chegou à frente da casa, viu um carro e quatro pessoas com um grande sorriso no rosto. "Ah, mas são os parentes do Rio Grande, que fazia anos não via." Que contente ficou. Entre gritos de alegria e abraços, rolaram até algumas lágrimas de felicidade. Entraram na casa, e começaram a conversar animadamente, trocando notícias e acontecimentos na família e com conhecidos. Fizeram a janta. Já tarde e cansados, a senhora foi arrumar as camas para que todos pudessem descansar. Nessa euforia toda os dois baldes de leite acabaram sendo esquecidos no rancho.

Depois que todos foram dormir, dois sapos que pulavam todas as noites por aquele rancho, estranharam aqueles dois baldes.

- Ô meu, que será que tem aí dentro ? Disse um.

- Não sei, meu. É a primeira vez que vejo isso aqui, disse o outro.

Eles não podiam aguentar de curiosidade. Por isso, combinaram que cada um daria um grande salto cima e assim poderiam ver o que havia dentro dos baldes. E lá foram: um, dois, três e vupt. Pularam para cima e cada um caiu dentro de um balde. Platsch!

- Que coisas mais estranham é isso aqui, meu, disse um.

- É, e eu não estou conseguindo sair, disse o outro

Não havia alternativa a não ser nadar. Nadaram, nadaram, nadaram. Depois de duas horas, um dos sapos disse:

- Ah... Já não aguento mais. Estou cansado de tanto nadar. Já faz um tempão que estamos aqui e não vejo nenhuma saída. Acho que esse é o nosso fim.

- Aguenta mais um pouco, disse o outro. Quem sabe a dona da casa acorda, se lembra do leite que esqueceu e vem buscá-lo e aí estamos salvos.

- Que acorda que nada. Ela só vai acordar de manhã e eu já não aguento mais. Não adianta. Vamos morrer mesmo. É melhor aceitar o fim. - E esse sapo parou de nadar e se afogou no leite.

O outro seguiu nadando. Também estava cansado, mas não podia desistir. Desistir era morrer. Continuou nadando, nadando, nadando.

Na manhã seguinte à senhora acorda e quando vai pegar os baldes para tirar o leite das vacas, aí ela se lembra de que havia esquecido o leite da noite anterior lá no rancho. Vai até lá correndo e quando olha para dentro do primeiro balde, encontra nele um sapo morto, boiando no leite. Quando olha para o segundo balde, encontra nele um sapo com a metade da cabeça fora do leite. Aí ela derrama o leite desse balde fora e qual não foi sua surpresa. O sapo havia nadado tanto no leite, que se formou no fundo do balde um pouco de manteiga, sobre a qual ele se sentou para esperar que alguém o socorresse.”

Autor desconhecido


A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA

“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.

Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.

Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.

Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista

- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.

- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.

- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:

- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou:

- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não, tornou a insistir o naturalista. – Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.

Sussurrou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!

Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga:

- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!

- Não, respondeu firmemente o naturalista. – Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:

- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.

Foi quando ela abriu suas potentes asas.

Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.

Voou. E nunca mais retornou.”

Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.”
                                                                        Autor desconhecido

domingo, 2 de setembro de 2012

Sonhos


TIRADO DO LIVRO NÃO LEVE A VIDA TÃO A SÉRIO, HUGH PRATHER
               "Embora a gente aprenda desde início a triste lição de que somos partes espalhadas e não um todo unido, resta sempre um lugar que permanece intocado em nosso coração - algo semelhante à fase do sono em que estamos sonhando. Assim que adormecemos, nossa mente se divide em muitos personagens, cada qual com seus próprios planos. A parte que não é afetada pelos sonhos nos mantém respirando, nos impede de cair da cama, puxa as cobertas quando sentimos frio - e assim por diante. De manhã, quando acordamos e nos percebemos unos, a mente liberta sua preocupação com os personagens conflitantes dos sonhos e sente sua plenitude.
                Apesar de cada sonho ter suas próprias leis, no momento em que acordamos nós acreditamos na realidade do sonho. Nas fantasias que temos durante o dia ocorre algo parecido. De vez em quando ouvimos uma pessoa dizendo a outra: 'Ei! Onde você está? Você escutou o que acabo de dizer?'. Com isto, na verdade, estamos dizendo: 'Onde estava a sua mente consciente quando eu estava falando com você agora mesmo?'. Provavelmente estava mergulhada em fantasias.
                Se criamos companheiros imaginárias e nos divertimos em sonhos e fantasias, também podemos criar uma identidade imaginária e acreditar que é isso que somos. Essa identidade imaginária que chamamos de ego é uma realidade tão diferente do nosso verdadeiro “ser” que não pode ser comparada com ele nem mesmo definida claramente.
                Uma criança pode ser surpreendida até chocada pelo que dizem seus amigos imaginários – embora ela mesma esteja criando e pronunciando cada palavra. Da mesma forma, os personagens dos sonhos nos surpreendem, embora sejamos nós que os fazemos se comportarem como tal. Esses personagens do ego imaginário têm um forte sentimento de autodefesa. Um sonho, por exemplo, se defenderá criando outro sonho em que estamos despertando e nos levantando, quando na verdade ainda estamos adormecidos.

                Embora a gente aprenda desde o início a triste lição de que somos partes espalhadas e não um todo unido resta sempre um lugar que permanece intocado em nosso coração – algo semelhante à fase do dono em que estamos sonhando. Assim que adormecemos, nossa mente se divide em muitos personagens, cada qual com seus próprios planos. A parte que não é afetada pelos sonhos nos mantém respirando, nos impede de cair da cama, puxa as cobertas quando sentimos frio - e assim por diante. De manhã, quando acordamos e nos percebemos unos, a mente liberta sua preocupação com os personagens conflitantes dos sonhos e sente sua plenitude.
                Apesar de cada sonho ter suas próprias leis, no momento em que acordamos nós acreditamos na realidade do sonho. Nas fantasias que temos durante o dia ocorre algo parecido. De vez em quando ouvimos uma pessoa dizendo a outra: “Ei! Onde você está? Você escutou o que acabo de dizer?”. Com isto, na verdade, estamos dizendo: “Onde estava a sua mente consciente quando eu estava falando com você agora mesmo?”. Provavelmente estava mergulhada em fantasias.
                Se criamos companheiros imaginárias e nos divertimos em sonhos e fantasias, também podemos criar uma identidade imaginária e acreditar que é isso que somos. Essa identidade imaginária que chamamos de ego é uma realidade tão diferente do nosso verdadeiro “ser” que não pode ser comparada com ele nem mesmo definida claramente.
                Uma criança pode ser surpreendida até chocada pelo que dizem seus amigos imaginários – embora ela mesma esteja criando e pronunciando cada palavra. Da mesma forma, os personagens dos sonhos nos surpreendem, embora sejamos nós que os fazemos se comportarem como tal. Esses personagens do ego imaginário têm um forte sentimento de autodefesa. Um sonho, por exemplo, se defenderá criando outro sonho em que estamos despertando e nos levantando, quando na verdade ainda estamos adormecidos."
 (Prather, Hugh. Não leve a vida tão a sério/Hugh Prather. Páginas 124-125-Rio de Janeiro: Sextante, 2003)