Olá, a postagem que vou fazer hoje é ligada as mulheres no hip hop. À partir de depoimentos de mulheres
profissionais da dança que dão sua opinião sobre o assunto, situações nos
grupos, as barreiras enfrentadas, e outras coisas que possam se referir a essas
MULHEREES.
Vou começar
com um algumas propostas para melhorar a situação das mulheres no universo do
Hip Hop, do I Fórum Estadual de Mulheres no Hip Hop em 2010.
CARTA
DE INTENÇÕES PRODUZIDA DURANTE O
I
FÓRUM ESTADUAL DE MULHERES NO HIP HOP (2010)
Durante
as discussões, foram elencadas as principais ações que os governos devem realizar para ampliar o leque de ações em
prol da liberdade feminina dentro de uma sociedade que muitas das vezes apresenta
atitudes machistas.
ALGUMAS
DAS PROPOSTAS DAS MULHERES NO HIP HOP PARA UMA SOCIEDADE MAIS IGUALITÁRIA
_ Aprovação de lei estadual que determine a participação artística
de 50%, das mulheres em eventos culturais inclusive de Hip Hop, que normalmente
nem contam com a participação das mesmas, diminuindo a sensação de que o Hip
Hop é feito apenas por homens;
_
Aprovação de lei estadual que determine a implantação de ações da cultura hip
hop no calendário escolar da rede de ensino dos Estados, por meio do projeto
político pedagógico, tornando-a presente durante o ano letivo e não apenas em
alguns momentos;
_
Fortalecer a realização de Fóruns nos Estados para que o Governo Federal
reconheça a existência do evento, tornando-o nacional; com recursos públicos
dos mais diversos Ministérios destinados à realização das conferências
municipais, estaduais e, por fim, federal. Tendo as propostas finais analisadas
e colocadas em prática pela Presidência da República;
_
Criação da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop para fortalecer o trabalho e
a unidade do grupo;
_
Obrigação para o cumprimento da Lei da Semana de Hip nas cidade que já contam
com este artifício legal;
_
Trabalhar para que a Semana do Hip Hop seja criada, através de aprovação de
lei, nas cidades brasileiras que ainda não contam com esta data no calendário
municipal;
_
Pleitear uma cadeira para representante das mulheres no Hip Hop no Conselho
Nacional dos Direitos da Mulher;
_
Garantir a capacitação e formação do (a) proponente, bem como assegurar suporte
técnico, visando a elaboração de projetos sócio-culturais, garantindo recursos
municipais, estaduais e federais;
_
Realizar divulgação dos editais abertos a entidades e associações de bairro bem
como desburocratizar o acesso aos mesmos
Vi
essa entrevista feita com um grupo de
Street Dance, onde os membros do grupo dão suas opiniões sobre as Mulheres no Hip
Hop. Achei muito bom, e tenho certeza que muitos outros grupos se identificar
com essas situações:
“As
mulheres permanecem no break pela força de vontade, pelo incentivo dos
professores, pela possibilidade de participação em eventos de dança, pela
motivação com o desempenho das mulheres mais antigas e pela vontade de melhorar
a técnica.
Os
movimentos acrobáticos do break exigem muita força física e, é aí que, segundo
os
rapazes, as meninas ficam
sempre em um nível mais abaixo que eles, dependendo de muito treino para tentar
superar a dificuldade: ‘Na realidade pra elas é mais difícil, pela força. Não
tem como equiparar, elas treinam, mas sempre param num patamar um pouco
abaixo.’
Para
as meninas, a técnica e os macetes bem executados substituem a força exigida
por esses movimentos: ‘As meninas têm capacidade pra fazer, tudo é técnica.
Tudo aquilo que os garotos fazem tem macete e toda mulher tem a capacidade de aprender
os mesmos macetes.’
As dançarinas, para os homens, entram
procurando o hip hop mídia. Quando
conhecem
a diferença entre este e o break algumas saem, mas as que ficam são
classificadas como guerreiras.
Para as mulheres a falta de sensibilidade masculina
e a maior seriedade feminina garantem a predominância das mulheres no grupo.
A participação de mulheres no break é motivo
de orgulho para os homens, pelo fato de elas mostrarem desempenho excelente
numa dança masculina. Para as mulheres é uma possibilidade de mostrar igualdade
na capacidade.
Como razões de permanência no break estão a característica guerreira das
mulheres, a que se acrescem a iniciativa para aprender, a vontade de aparecer,
a auto-valorização feminina e o incentivo dos professores.
A execução dos movimentos,
para os homens, depende de força. Já para as mulheres a técnica é mais
importante.
As dançarinas de break dance, que perfazem 70% do grupo, gozam
de alto ‘status’ na região, pela inovação e por sua atitude, frente a outros grupos
de hip hop de hegemonia masculina.
Esta predominância feminina
se dá por várias razões, dentre as quais por ora destacamos a persistência das
mulheres.
As entrevistas revelam uma
disputa de gênero que não estimula a exclusão, mas se configura como ponto de
motivação, favorece a autocrítica feminina na execução do break, mostra o
orgulho que o movimento perfeito das dançarinas provoca nos líderes e contribui
para a valorização da coletividade.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário