sexta-feira, 4 de maio de 2012

MULHEERES


Olá, a postagem que vou fazer  hoje é  ligada as mulheres no hip hop. À partir de depoimentos de mulheres profissionais da dança que dão sua opinião sobre o assunto, situações nos grupos, as barreiras enfrentadas, e outras coisas que possam se referir a essas MULHEREES.
                 Vou começar com um algumas propostas para melhorar a situação das mulheres no universo do Hip Hop, do I Fórum Estadual de Mulheres no Hip Hop em 2010.



CARTA DE INTENÇÕES PRODUZIDA DURANTE O
I FÓRUM ESTADUAL DE MULHERES NO HIP HOP (2010)
Durante as discussões, foram elencadas as principais ações que os governos devem   realizar para ampliar o leque de ações em prol da liberdade feminina dentro de uma sociedade que muitas das vezes apresenta atitudes machistas.

ALGUMAS DAS PROPOSTAS DAS MULHERES NO HIP HOP PARA UMA SOCIEDADE MAIS IGUALITÁRIA
 _ Aprovação de lei estadual que determine a participação artística de 50%, das mulheres em eventos culturais inclusive de Hip Hop, que normalmente nem contam com a participação das mesmas, diminuindo a sensação de que o Hip Hop é feito apenas por homens;
_ Aprovação de lei estadual que determine a implantação de ações da cultura hip hop no calendário escolar da rede de ensino dos Estados, por meio do projeto político pedagógico, tornando-a presente durante o ano letivo e não apenas em alguns momentos;
_ Fortalecer a realização de Fóruns nos Estados para que o Governo Federal reconheça a existência do evento, tornando-o nacional; com recursos públicos dos mais diversos Ministérios destinados à realização das conferências municipais, estaduais e, por fim, federal. Tendo as propostas finais analisadas e colocadas em prática pela Presidência da República;
_ Criação da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop para fortalecer o trabalho e a unidade do grupo;
_ Obrigação para o cumprimento da Lei da Semana de Hip nas cidade que já contam com este artifício legal;
_ Trabalhar para que a Semana do Hip Hop seja criada, através de aprovação de lei, nas cidades brasileiras que ainda não contam com esta data no calendário municipal;
_ Pleitear uma cadeira para representante das mulheres no Hip Hop no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher;
_ Garantir a capacitação e formação do (a) proponente, bem como assegurar suporte técnico, visando a elaboração de projetos sócio-culturais, garantindo recursos municipais, estaduais e federais;
_ Realizar divulgação dos editais abertos a entidades e associações de bairro bem como desburocratizar o acesso aos mesmos


Vi essa entrevista feita com um grupo de Street Dance, onde os membros do grupo dão suas opiniões sobre as Mulheres no Hip Hop. Achei muito bom, e tenho certeza que muitos outros grupos se identificar com essas situações:

“As mulheres permanecem no break pela força de vontade, pelo incentivo dos professores, pela possibilidade de participação em eventos de dança, pela motivação com o desempenho das mulheres mais antigas e pela vontade de melhorar a técnica.
Os movimentos acrobáticos do  break  exigem muita força física e, é aí que, segundo os
rapazes, as meninas ficam sempre em um nível mais abaixo que eles, dependendo de muito treino para tentar superar a dificuldade: ‘Na realidade pra elas é mais difícil, pela força. Não tem como equiparar, elas treinam, mas sempre param num patamar um pouco abaixo.’
Para as meninas, a técnica e os macetes bem executados substituem a força exigida por esses movimentos: ‘As meninas têm capacidade pra fazer, tudo é técnica. Tudo aquilo que os garotos fazem tem macete e toda mulher tem a capacidade de aprender os mesmos macetes.’
As dançarinas, para os homens, entram procurando o hip hop mídia. Quando
conhecem a diferença entre este e o break algumas saem, mas as que ficam são classificadas como guerreiras.
Para as mulheres a falta de sensibilidade masculina e a maior seriedade feminina garantem a predominância das mulheres no grupo.
A participação de mulheres no break é motivo de orgulho para os homens, pelo fato de elas mostrarem desempenho excelente numa dança masculina. Para as mulheres é uma possibilidade de mostrar igualdade na capacidade.
Como razões de permanência no  break estão a característica guerreira das mulheres, a que se acrescem a iniciativa para aprender, a vontade de aparecer, a auto-valorização feminina e o incentivo dos professores.
A execução dos movimentos, para os homens, depende de força. Já para as mulheres a técnica é mais importante.
As dançarinas de  break dance, que perfazem 70% do grupo, gozam de alto ‘status’ na região, pela inovação e por sua atitude, frente a outros grupos de hip hop de hegemonia masculina.
Esta predominância feminina se dá por várias razões, dentre as quais por ora destacamos a persistência das mulheres.
As entrevistas revelam uma disputa de gênero que não estimula a exclusão, mas se configura como ponto de motivação, favorece a autocrítica feminina na execução do break, mostra o orgulho que o movimento perfeito das dançarinas provoca nos líderes e contribui para a valorização da coletividade.”

                                                  
Site da Entrevista: http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST43/Alves_Votre_43.pdf

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