"Mesma cena + pensamento diferente = emoção diferente. É aqui que a gente sai dos trilhos: elas acreditam que podem apagar seu primeiro pensamento dizendo palavras que representam outro pensamento. Isto desconsidera um fato importante: pensamentos são um reflexo do que acreditamos, ou, pelo menos, do que pensamos acreditar naquele momento. Palavras simplismente não substituem convicções. Para que os pensamentos mudem, nossas convicções devem mudar primeiro. Ficar repetindo palavras ao vento não muda nada, só estabelece uma discussão em nossa mente, que fica dividida entre o que acreditamos e o que estamos dizendo para nós mesmos que devemos acreditar.
Uma amiga me contou a respeito de uma mulher que vivia dizendo: 'Amo meu corpo, amo meu corpo, amo meu corpo'. Um dia, minha amiga lhe perguntou: 'Bom, você ama seu corpo...e daí? E a mulher começou a chorar. 'Não', disse ela, 'não gosto do meu corpo.' É claro que não! Palavras não são pensamentos. Palavras são apenas as embalagens dos pensamentos.
No momento em que temos um pensamento, ele se transforma na lente por meio da qual vemos o mundo. É este pensamento que determina o que selecionamose o que deixamos de lado. Em certo sentido, um pensamento é uma opção - peneiramos os dados que temos diante de nós e escolhemos os que reforçam nossa decisão.
(...)Outro exemplo da maneira como os pensamentos determinam a nossa experiência dos acontecimentos é quando, mesmo gostande de um trabalho de um determinado ator, ao lermos uma crítica negativa sobre ele passamos a ter uma percepção diferente de sua atuação. Se há uma centena de pessoas no cinema, cada uma poderá ver uma atuação diferente porque suas certezas na vida são diferentes."
(Prather, Hugh. Não leve a vida tão a sério/Hugh Prather. Página 58-Rio de Janeiro: Sextante, 2003)
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